Uma mente inquieta!

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Futurismo

Sexta-feira tive o prazer de assistir a palestra de Daniel Egger (foltigo.com). Daniel é austríaco e já está no Brasil há algum tempo, fala português quase que perfeitamente. Trabalha com futurismo, estudando cenários possíveis para o futuro e os impactos em toda sociedade.

Trabalhar com Inovação e Futurismo nos força a viver muito mais no lúdico. O pensar e questionar são requisitos fundamentais para desenvolver o senso crítico e a visão holística que precisamos.

Em sua palestra Daniel fez uma pergunta à plateia:

– Por quê não matamos as pessoas?
As respostas foram inúmeras: Porque a lei não permite, porque não é a resposta ideal à qualquer situação, …..
Daniel então respondeu – E se amanhã nossa realidade mudasse? Guerra, escassez, famílias ameaçadas… Será que mudaríamos de opinião?
A grande questão é que tudo depende de um referencial. Tudo depende da realidade que estamos vivendo. Muitas vezes nós, seres humanos, fazemos muitos julgamentos sobre a realidade de uma ou outra pessoa. Mas tudo depende do referencial de cada um, não é?

Um outro assunto que discutimos muito entre os cenários para o futurismo é o “Futuro do Passado”. O que é o futuro do passado? Filmes e seriados do passado nos traziam visões de futuro, como os Jetsons mesmo. Buscar um possível futuro nas coisas que ocorreram no passado nos traz ótimas perspectivas. Nestes cenários existem idéias de produtos que foram colocados em prática e outras não. Por quê?

A aceitação de novas tecnologias e produtos dependem da sociedade. É a sociedade que diz o que pode ser aceito e o que não pode ser aceito. É o referencial em que cada sociedade está inserida com costumes, hábitos, paradigmas que ditará o que pode ser lançado e o que não pode. As necessidades sociais dizem onde as empresas devem investir.

Levando em consideração as diferentes culturas, os hábitos de cada povo, as regionalidades, entre outros aspectos sociais, podemos tentar “prever” o futuro das novas tecnologias. Entender os seres humanos como indivíduos, suas histórias e momentos determinantes é essencial para criar cenários propícios à inovação.

Para se ter sucesso é preciso entender as dinâmicas sociais!

Um grande desafio, não?

Amarras do pensamento

Vocês se lembram do desenho dos Jetsons? Acho que ainda passa na TV… Lembro-me de quando eu criança. Assistia aquele desenho, com olhos de criança, maravilhada pelas engenhocas do futuro. Pois bem… cá estamos – no futuro. Algumas dessas maravilhas realmente foram inventadas, outras não. Por quê?

Acredito que para a humanidade nada é impossível. Gosto sempre de partir deste princípio. Entendo que nós, seres humanos, fomos “desenhados” para resolver problemas. E indo um pouco mais adiante, resolver problemas, que aliás, nós mesmo criamos. Mas por quê alguns problemas são mais difíceis de serem resolvidos? Por quê, ao pensar em soluções, começamos a nos limitar pelo possível?

O que é um problema: Qualquer assunto ou questão que envolve dúvida, incerteza ou dificuldade  (Michaelis). Ora, dúvida, incerteza ou dificuldade…

De onde surgem? Surgem de nossas inquietas mentes programadas para pensar. Quais são, então, os limites de nossa mente que nos impedem de ir além?

Os limites de nossa mente nos foram impostos e aprendemos a conviver com eles. Em nosso primeiro contato com a sociedade, na escola, as aspas de nossos pensamentos começaram a ser criadas. O Professor, na melhor das intenções, nos ensina a repetir (não encarem como uma crítica aos professores, este é o sistema educacional estabelecido!), não nos ensina a enfrentar ou questionar os nossos limites. O que é uma prova, se não, a repetição de uma teoria estabelecida? Somos avaliados pela repetição. Somos estimulados a imitar, copiar e reconhecidos por isto.

Assistindo um programa no Canal Futura, onde crianças de 3 a 5 anos fazem aula de filosofia, penso que se nos ensinassem a pensar desde crianças teríamos uma liberdade muito maior para criar, imaginar, viver…! Não estaríamos tão presos em nossos limites mentais.

Quanto ao desenho dos Jetsons, assistam o vídeo do TED (www.ted.com/talks/anna_mracek_dietrich_a_plane_you_can_drive.html). Lá está uma das maravilhas do mundo dos Jetsons sendo criadas por jovens em uma garagem no MIT.

A proposta é simples. A humanidade sempre quis um carro que pudesse voar. Esses caras construíram um avião que pode ser dirigido como um carro. Com certeza eles partiram do princípio de que não era impossível – e fizeram. Esta é a capacidade humana, criar soluções para problemas que nem mesmo existem. Só nos damos conta de que existia uma porta para o novo depois que o novo já está aqui.

Continuo compartilhando esse princípio todos os dias – de que nada é impossível!

Só sei que nada sei…

 

Estava assistindo um TED recentemente (http://www.ted.com/talks/nigel_marsh_how_to_make_work_life_balance_work.html). Aliás amo esse site! Vale a pena entrar.

O assunto era sobre o equilíbrio de vida pessoal e trabalho. Isso me fez refletir sobre a gestão administrativa nas empresas. Ainda estamos na era da hierarquia, onde vence o mais forte ou o que tem mais poder. Será que o maior cargo administrativo é quem sempre tem as melhores idéias?

Tenho visto muitas organizações que estão sendo construídas através de um conceito muito mais colaborativo do que hierárquico. É claro que toda forma de se organizar tem seus prós e contras, mas fico me perguntando até quando o mundo vai viver a era do mais forte, do mais rico, de quem tem mais dinheiro é feliz. Será que não está na hora de nos unir do que ficar tentando defender nossos pontos de vista?

Não acredito que seja fácil porque vivemos assim há milhares de anos, mas tudo tem que ter um ponta pé inicial. Algumas empresas já estão vivendo nesta era há tempos. A IDEO é um ótimo exemplo. Quem bancar o vice-presidente na IDEO ganha uma bola vermelha! Autoritarismo não é permitido!

A construção das idéias em conjunto nos traz uma riqueza muito maior de expressão, liberdade e ponderação. Tenho vivido algumas experiências assim ultimamente e vou dizer: é muito bom! Não sentir a imposição, o “eu sei mais que você”, o “manda quem pode, obedece quem tem razão”. Me parece que isso são argumentos do não saber, da ignorância. Administrar uma empresa não é algo simples, mas acredito que em alguns segmentos e áreas essa forma de trabalho merece atenção.

Como dizia Sócrates: “Só sei que nada sei”.

Ao dizer esta frase Sócrates queria desbancar os espertinhos que diziam saber tudo sobre tudo. A grande verdade é que estamos em constante aprendizado. É isso que nos move, é isso que nos faz viver. A fome do conhecimento é o meu alimento. Não fecho a minha mente, abro-a para que todas as idéias passem. Pode ser que eu me apaixone por elas ou não. Mas pelo menos ela estiveram em algum momento comigo.

Sobre o vídeo do TED, assistam.

Loucura do amanhã

O que hoje nos parece usual, um dia nos pareceu loucura. Não é mesmo?

Primeiras aparições!

 

Resolvi fazer este Blog justamente por ter uma Mente Inquieta!

Deixem que eu me explique melhor. Sou daquelas pessoas que questionam tudo. O porquê disso, o porquê daquilo.. Sou inconformada. Gosto do impossível, do que todo mundo diz ser difícil. O fácil todo mundo faz… Gosto de idéias e ideologias diferentes, de tudo que foge do usual. Adoro histórias de vida de pessoas que largaram tudo para ser feliz. Me apaixono por uma ideia hoje e amanhã já não quero mais. Amanhã já encontrei outra ideia pra me apaixonar. Gosto do contrário, do oposto, do incompreendido. Gosto de questionar….

O primeiro post que gostaria de adicionar neste blog é justamente o de não questionar! Já repararam como algumas pessoas vivem 50 anos da mesma maneira, sem questionar nada. Isso é incrível! A vida segue todos os dias da mesma maneira, com as mesmas preocupações e ocupações e assim essas pessoas vão vivendo. Vivem por anos a fio da mesma maneira. Isso me lembra até aquela música do Chico Buarque: “Todo dia ela faz tudo sempre igual, me sacode às 6 horas da manhã, me sorri um sorriso pontual e me beija com a boca de hortelã”.

A música é ótima, adoro! Mas se pararmos para pensar com tantas coisas ao nosso redor, como é possível? Como é possível passar dia após dia, noite após noite, hora após hora, sem se perceber? Sem se notar? Sem questionar? Sem mudar!!

Não quero fazer nenhum julgamento, nem é este o meu papel. A ideia é justamente questionar este modo de viver – sem questionar.

Quando entro em um lugar a primeira coisa que faço é observar as pessoas. Os rostos me dão pistas de como aquela “sociedade” funciona. Fui com uma equipe de trabalho almoçar em um restaurante de uma das maiores universidades públicas do país. Fiquei assustada. Apesar da faculdade ser pública, a percepção que tive é que ela é totalmente elitista. Entrando no ambiente sentimos um ar de arrogância… comecei a reparar nos professores. Eram senhores/as, todos distintos, em nenhum momento percebi um rosto aberto para discutir idéias e possibilidades. O que mais vi foram rostos de superioridade. É assim que os jovens deste país estão sendo formados, com informações mastigadas e conceitos pré concebidos.

Lendo um livro sobre a Compreensão do Comportamento e Filosofia percebo que a educação nas escolas e universidades é algo tão desconexo do que chamaríamos de ideal. Não quero ser piegas, e nem dizer que entendo de docência, mas acredito que formar caráter e pessoas deveria ser algo mais libertário. Não somos estimulados desde a infância a criar os nossos pontos de vista. Ainda vivemos na época da ditadura militar, na qual era proíbo ensinar filosofia. Que futuro queremos criar para a nossa sociedade se não podemos questionar? Se não fomos ensinados à questionar. Como imaginar as maravilhas que o futuro pode nos trazer tão presos a ponto de vistas racionais?

Essas e outras questões sempre me rodeiam. Quanto ao ponto de viver a vida sem questionar, deixo uma pergunta no ar:

O que nos faz viver tão presos a uma única realidade?

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